DOMÊNICO BANE
A luz pálida da manhã começava a entrar pelas janelas do meu quarto, mas eu já estava acordado há horas. Na verdade, eu mal havia conseguido pregar os olhos durante a noite.
Deitado de lado na cama, apoiei a cabeça na mão e fiquei observando Valentina dormir. O rosto dela estava sereno agora, nada em sua aparência lembrava o choro desesperado da noite anterior, mas tenho a sensação que os meus olhos estão inchados, os dela devem estar iguais.
Durante a madrugada, toda vez que e