Helena ainda estava na cozinha, terminando de guardar a louça do jantar, ainda pensando na conversa que teve com Arnold, quando ouviu o primeiro grito. Era um som agudo, desesperado, que cortou o silêncio da casa como uma faca. Ela largou tudo e correu pelo corredor, subiu as escadas com o coração já disparado antes mesmo de chegar no quarto de Luna.
A menina estava sentada no meio da cama, olhos arregalados de pavor, o rostinho molhado de lágrimas e suor. Tremia inteira, as mãozinhas apertando