Os dias que se seguiram foram estranhos.
Helena acordava cedo, fazia o café, levava Luna para a escola, voltava para casa. Abria o laptop, respondia e-mails, assinava documentos que Camille enviava, participava de reuniões por vídeo com a voz firme e a expressão profissional que havia aprendido a usar como armadura. Por fora, tudo funcionava. Por dentro, havia algo que não estava no lugar, como um instrumento levemente desafinado que ninguém mais percebia, mas que ela ouvia em cada nota.
Adrian