A carta de Arnold chegou por e-mail na manhã seguinte.
Não era longa. Arnold nunca havia sido homem de muitas palavras quando as palavras custavam algo — Helena havia aprendido isso ao longo das semanas. O e-mail tinha três parágrafos curtos, diretos, escritos com aquela contenção de alguém que pesou cada frase antes de digitar.
Helena leu na cozinha, em pé, o café esfriando ao lado.
Arnold escrevia que havia passado a noite pensando no que ainda não havia dito. Que havia uma coisa que sabia so