As palavras de Lizzy cortam o ar como uma lâmina afiada. Meu corpo congela no instante em que a vejo ali, em pé na porta do quarto, os olhos arregalados, as mãos trêmulas segurando a bolsa com força. O cinto escorrega da minha mão e cai no chão com um estalo seco. O choque me atinge primeiro, como se um abismo tivesse se aberto entre nós, depois vem o desespero.
Estou sem camisa. Isso só piora tudo.
— Lizzy... — começo, mas a voz me falha.
Ela ergue uma das mãos, me interrompendo. Os olho