Forço um sorriso, calmo e contido. E pego o envelope de suas mãos antes que ela tenha tempo de se aproximar demais.
— É só um assunto antigo. Nada que precise se preocupar — digo, dobrando o envelope como se fosse algo rotineiro, quase insignificante.
— João Oliveira? — ela pergunta com o cenho levemente franzido. — Quem é?
— Um funcionário — respondo sem hesitar. — Trabalhou comigo em projetos antigos.
Ela me encara por alguns segundos longos demais.
— Posso ver? — pergunta, já se aproxim