VICTOR COLLINS...
Bato duas vezes na porta. Sem esperar resposta, entro.
Mark está de costas, olhando pela janela, braços cruzados. O clima é pesado, mas não sou homem de me esconder atrás disso.
— Precisamos conversar — digo, com voz firme.
Ele se vira devagar, olhos cortantes. Me encara por um segundo e faz um gesto seco com a cabeça, indicando a cadeira. Me sento.
— Vai tentar justificar? — ele pergunta, direto.
— Não vim me justificar, vim esclarecer. Você tem todo o direito de estar irrita