O vento do porto uivava, chicoteando os cabelos de Lívia, mas o frio do oceano não era nada comparado ao fogo que ardia nos olhos de Frederico. Ele a mantinha prensada contra a mureta de pedra, o corpo dele agindo como uma muralha de músculos e autoridade.
— Você me investigou como se eu fosse um criminoso comum! — ele rosnou, o rosto a centímetros do dela. — Eu te avisei, Lívia. Eu disse para não abrir essa tumba!
— E o que você esperava? — Lívia gritou de volta, a voz embargada pela traição e