Capítulo 85 — As Portas que Rangem
A mansão Valmont nunca fora um lugar silencioso.

Mesmo quando tudo parecia quieto, havia rangidos, ecos antigos, o peso de decisões que nunca foram ditas em voz alta. Mas naquela manhã, o silêncio tinha outra textura. Não era ausência de som — era expectativa.

Luna acordou antes do amanhecer.

Não por insônia, mas por instinto.

Algo havia mudado durante a noite.

Ela sentiu antes de pensar.

Vestiu-se sem acender as luzes, caminhou pelo corredor longo do segundo andar e parou diante da porta do quarto de Elias. Abriu devagar. O menino dormia profundamente, o rosto sereno, o corpo relaxado como há muito tempo não se via. Luna sorriu, aliviada.

Ele havia falado.

E sobrevivera a isso.

Desceu as escadas com cuidado. Encontrou Adrian já acordado, sentado à mesa da cozinha, com o celular desligado ao lado de uma xícara de café intacta.

— Você também sentiu? — ela perguntou.

Adrian levantou o olhar.

— Sim — respondeu. — A casa acordou diferente.

Eles não precisaram explicar.

O vídeo da entrevist
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