A mansão Valmont nunca fora um lugar silencioso.
Mesmo quando tudo parecia quieto, havia rangidos, ecos antigos, o peso de decisões que nunca foram ditas em voz alta. Mas naquela manhã, o silêncio tinha outra textura. Não era ausência de som — era expectativa.
Luna acordou antes do amanhecer.
Não por insônia, mas por instinto.
Algo havia mudado durante a noite.
Ela sentiu antes de pensar.
Vestiu-se sem acender as luzes, caminhou pelo corredor longo do segundo andar e parou diante da porta do qua