A mansão Valmont nunca fora um lugar silencioso.
Mesmo quando tudo parecia quieto, havia rangidos, ecos antigos, o peso de decisões que nunca foram ditas em voz alta. Mas naquela manhã, o silêncio tinha outra textura. Não era ausência de som — era expectativa.
Luna acordou antes do amanhecer.
Não por insônia, mas por instinto.
Algo havia mudado durante a noite.
Ela sentiu antes de pensar.
Vestiu-se sem acender as luzes, caminhou pelo corredor longo do segundo andar e parou diante da porta do quarto de Elias. Abriu devagar. O menino dormia profundamente, o rosto sereno, o corpo relaxado como há muito tempo não se via. Luna sorriu, aliviada.
Ele havia falado.
E sobrevivera a isso.
Desceu as escadas com cuidado. Encontrou Adrian já acordado, sentado à mesa da cozinha, com o celular desligado ao lado de uma xícara de café intacta.
— Você também sentiu? — ela perguntou.
Adrian levantou o olhar.
— Sim — respondeu. — A casa acordou diferente.
Eles não precisaram explicar.
O vídeo da entrevist