Luna Santiago percebeu a mudança antes de qualquer aviso formal.
Não foi uma palavra.
Não foi um olhar direto.
Foi a ausência.
A mansão Valmont amanheceu organizada demais. Funcionários mais alinhados, conversas interrompidas ao vê-la passar, portas fechadas com cuidado excessivo. Não era hostilidade aberta — era vigilância.
Ela sentiu isso enquanto preparava o café de Elias.
O menino estava sentado à mesa, desenhando com canetas coloridas, mas havia algo diferente em seus gestos. Mais lentos.