A mansão estava estranhamente quieta naquela manhã.
Não era o silêncio comum das casas grandes, aquele silêncio funcional, organizado, quase automático. Era um silêncio atento. Como se as paredes soubessem que algo havia mudado — e ainda não tivessem decidido de que lado ficariam.
Luna percebeu isso antes mesmo de sair do quarto.
Vestiu-se com cuidado, não por vaidade, mas por consciência. Sabia que, a partir daquele momento, cada gesto seu seria observado com mais rigor. Não como babá. Não com