Durante muito tempo, o inesperado não desapareceu completamente.
Ele apenas deixou de ter força suficiente para alterar o mundo.
Pequenas surpresas ainda aconteciam. Mas eram rapidamente absorvidas, reorganizadas, suavizadas antes de gerar consequência real.
Agora não mais.
Agora o inesperado começava a permanecer.
E isso mudava tudo.
Helena percebeu isso numa manhã em que decidiu caminhar sem direção.
Algo que antes pareceria inútil para ela.
Mas agora… fazia sentido.
Ou talvez não precisasse