Helena percebeu antes nos espaços vazios.
Não nos lugares cheios, nem nas ruas movimentadas, nem nos momentos em que a cidade parecia recuperar vida aos poucos.
Foi nos intervalos.
Nos lugares onde antes o fluxo mantinha continuidade perfeita.
Agora… havia falhas.
Ela caminhava pelo centro logo depois do anoitecer quando notou algo estranho: pessoas simplesmente paradas.
Não esperando.
Não distraídas com o celular.
Paradas dentro de si mesmas.
Uma mulher encostada em uma parede olhando a chuva