Helena percebeu primeiro nas coisas pequenas.
Portas que permaneciam abertas tempo demais.
Conversas que terminavam em lugares estranhos.
Pessoas mudando de direção no meio do caminho sem motivo aparente.
Antes, tudo na cidade possuía uma espécie de simetria invisível. Mesmo o caos tinha organização. As ações se compensavam, os excessos eram absorvidos, os desvios retornavam para o centro antes de crescer.
Agora… o centro começava a enfraquecer.
Ela caminhava pela avenida principal observando a