A tensão não explodiu.
Ela se instalou.
Adrian voltou do encontro com Isabella mais tarde do que o normal. Não por drama. Não por culpa.
Por pensamento.
Luna estava na sala, sentada no sofá com um livro aberto que ela não estava lendo. O relógio marcava quase onze da noite.
— Ele já dormiu? — Adrian perguntou, referindo-se a Elias.
— Dormiu.
Silêncio.
Ele deixou o paletó sobre a cadeira.
— A conversa foi tranquila — disse.
Luna assentiu.
— Imagino.
Não havia ironia.
Mas também não havia neutra