A consequência não veio como manchete.
Veio como protocolo.
Às oito e vinte da manhã, Adrian Valmont recebeu o e-mail do conselho administrativo. O assunto era curto demais para esconder o impacto:
“Convocação extraordinária — comparecimento obrigatório.”
Ele leu uma única vez. Não precisou reler.
— Chegou — disse, calmamente, colocando o celular sobre a mesa.
Luna ergueu o olhar imediatamente.
— O quê?
— O movimento que ela fez ontem forçou a mão deles — respondeu. — Quando o barulho sai do controle, a instituição tenta parecer responsável.
Helena, sentada à mesa com o notebook aberto, confirmou:
— Eles não estão reagindo à verdade. Estão reagindo ao risco reputacional. É o padrão.
Elias estava no tapete, montando algo que parecia um quebra-cabeça sem referência.
— Eles vão tentar te calar? — perguntou, sem levantar a cabeça.
Adrian se aproximou do filho.
— Vão tentar me enquadrar — corrigiu. — É diferente.
— E isso muda alguma coisa? — Elias insistiu.
Luna respondeu antes que Adrian