O silêncio da criança não era comum.
Não era o silêncio distraído de quem brinca sozinho, nem o cansaço doce de quem dorme cedo demais. Era um silêncio atento. Observador. Um silêncio que parecia aprender.
Ela percebeu isso logo ao amanhecer.
A mansão acordava com seus ruídos habituais — o eco distante de passos no corredor principal, o ranger leve da escada antiga, o som metálico de uma bandeja sendo colocada sobre a mesa do café. Tudo seguia o mesmo ritual de sempre. Tudo, menos a criança.
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