Por alguns segundos, ninguém respirou.
As luzes do andar de cima tinham apagado de uma vez, sem aviso, sem falha gradual, sem piscar — apenas um corte seco, como se alguém tivesse decidido que aquela parte da casa não tinha mais direito à luz. O andar de baixo continuava iluminado, o que deixava a sensação ainda pior. A escuridão parecia escolher onde ficar.
Luna sentiu o coração bater forte demais dentro do peito.
Seu primeiro pensamento não foi em si.
Foi em Elias.
— Ele está no quarto — sussurrou. — Adrian, ele está sozinho no escuro.
Adrian já estava um passo à frente.
— Fica aqui — ordenou.
— Nem pensar — ela retrucou, com firmeza. — Se alguém está circulando lá em cima, você não vai subindo sozinho, e eu não vou ficar aqui embaixo fingindo que não estou ouvindo. Vamos juntos.
Os olhos deles se cruzaram num daqueles instantes em que duas teimosias se enfrentam. O rosto de Adrian estava duro, mas a preocupação evidente com o filho quebrava qualquer resquício de arrogância.
Ele