O dia seguinte amanheceu com um sol que parecia irônico, entrando pelas janelas como se nada estivesse errado. A mansão, por fora, continuava linda, impecável, um cartão-postal de riqueza e status. Por dentro, porém, tudo parecia rearranjado. O vão atrás do armário havia sido concretado; o quarto secreto atrás do espelho agora era tema de investigação policial; o nome de Isabella constava num relatório que o delegado levara consigo. E no centro desse furacão, havia um menino silencioso, uma babá marcada pelo passado e um bilionário recém-forçado a olhar para os próprios fantasmas.
Luna acordou com o cheiro de café. Por um segundo, pensou que estava em seu antigo apartamento, pronta para enfrentar mais um plantão no hospital. Mas o teto alto e claro, a cama ampla e o silêncio impecável ao redor lembraram rápido: ela estava na mansão Valmont. E sua vida nunca mais seria simples. Ao olhar para o lado, viu o colchão vazio – Elias já tinha acordado. Um leve susto a tomou, até ouvir risadin