CAPÍTULO 24 — O NOME QUE NÃO SE DIZ
O silêncio que se seguiu à frase de Adrian pareceu empurrar as paredes da sala para mais perto. Luna sentiu o ar rarear, como se a mansão inteira tivesse prendido o fôlego ao ouvir aquilo. Elias agarrou-se ao pescoço dela, o brinquedo esmagado entre os dedos pequenos, o corpo rígido de pavor.

Adrian largou o celular sobre a mesa com força. O impacto ecoou seco, como um tiro abafado.

— Isso não é uma ameaça vaga — disse ele, andando de um lado para o outro, os passos duros no piso. — É uma ordem direta. E alguém aqui dentro recebeu essa ordem.

Luna respirou fundo, tentando manter a clareza em meio ao turbilhão que começava a tomar sua mente.

— Você acha que essa pessoa ainda está aqui? — ela perguntou, olhando para as portas e janelas como se a mansão pudesse estar cercada de olhos invisíveis.

— Sim — Adrian respondeu, sem hesitação. — E está mais perto do que imaginamos.

Ele parou diante dela. Seus olhos estavam escuros, dilatados, uma mistura de medo e fúria.

— Luna, a partir de agora
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