O silêncio que se seguiu à frase de Adrian pareceu empurrar as paredes da sala para mais perto. Luna sentiu o ar rarear, como se a mansão inteira tivesse prendido o fôlego ao ouvir aquilo. Elias agarrou-se ao pescoço dela, o brinquedo esmagado entre os dedos pequenos, o corpo rígido de pavor.
Adrian largou o celular sobre a mesa com força. O impacto ecoou seco, como um tiro abafado.
— Isso não é uma ameaça vaga — disse ele, andando de um lado para o outro, os passos duros no piso. — É uma ordem direta. E alguém aqui dentro recebeu essa ordem.
Luna respirou fundo, tentando manter a clareza em meio ao turbilhão que começava a tomar sua mente.
— Você acha que essa pessoa ainda está aqui? — ela perguntou, olhando para as portas e janelas como se a mansão pudesse estar cercada de olhos invisíveis.
— Sim — Adrian respondeu, sem hesitação. — E está mais perto do que imaginamos.
Ele parou diante dela. Seus olhos estavam escuros, dilatados, uma mistura de medo e fúria.
— Luna, a partir de agora