O som se espalhou pela casa como se fosse amplificado pelos ossos da estrutura. Três batidas, um intervalo, mais três, como um código que eles ainda não sabiam decifrar, mas que o corpo de Elias reconhecia com uma clareza aterrorizante. O menino estava pálido, os lábios quase sem cor, a mão estendida, o dedo apontando para o ponto exato da parede de onde vinha o som.
“Tem alguém aí?” Luna perguntou, aproximando-se devagar, a palma da mão encostando na superfície fria. Não sentiu vibração, não sentiu ar, não sentiu nada além da certeza de que a origem daquilo não era natural. Adrian, ao lado dela, mantinha uma expressão dura, quase incrédula, como se estivesse lutando contra o impulso de racionalizar tudo.
“Por trás dessa parede só tem o corredor e…”, murmurou ele, tentando lembrar a planta da casa. “E o que?”, pressionou Luna. “Um armário embutido perto da escada de serviço.” Ela pensou por alguns segundos. “Então vamos ver o armário.”
Antes de sair do quarto, ajoelhou-se diante de El