O silêncio depois da frase de Adrian pareceu mais alto do que qualquer grito. “Isabella vai pagar.” As palavras ficaram ecoando na cabeça de Luna mesmo depois que ele se levantou do chão e saiu do quarto com passos duros, como se finalmente tivesse encontrado um alvo para toda a culpa que vinha carregando. Elias, ainda segurando o lápis, continuava com a mão suspensa, apontando para a direção em que a mulher tinha desaparecido minutos antes. Sua respiração era curta, irregular, o peito subindo e descendo num ritmo rápido demais para um corpo tão pequeno.
Luna tirou o lápis delicadamente de sua mão e o colocou sobre a mesa. Sentou-se ao lado dele, encostando o ombro no dele, oferecendo uma presença sólida quando todas as certezas pareciam estar desabando. “Ei, está tudo bem. Você fez algo muito importante, sabia?” sussurrou. Elias piscou, as lágrimas ainda presas nos cílios, como se estivesse esperando ser punido por ter mostrado demais. “Você mostrou a verdade.” A palavra verdade pare