Marcela o encarou, ofegante. O peito subia e descia rápido demais, os olhos brilhando entre raiva e incredulidade. Um sorriso torto surgiu no canto da boca, mais ferido do que irônico.
— Então você admite… — disse, a voz trêmula, quase um sussurro carregado de veneno. — Você admite que está com ela?
— Ainda não. — respondeu. — Mas vou ficar. — Aproximou o rosto do dela. — E se você colocar minha filha contra mim ou contra ela, eu tiro a guarda da Luna de você. Te acuso de alienação parental. — Soltou-a. — Agora sai da minha frente.
Edgar se abaixou para pegar a mala, mas Marcela o impediu.
— Você não tira essas roupas daqui! — gritou, chutando a mala.
Ele a encarou por um instante.
— Tudo bem. — disse, frio. — Essas roupas eu quase não uso mesmo.
Marcela caiu de joelhos e abraçou as pernas dele.
— Edgar… por favor, amor… — implorou, chorando. — Não me deixa. Eu posso amar por nós dois.
Ele tentou levantá-la pelos braços.
— Marcela, tenha amor próprio. — disse, cansado. — Se valorize.