Quando voltaram para a pista, viram Laura agarrada no rapaz, beijando-o como se precisasse provar algo para si mesma ou anestesiar o que estava sentindo e, principalmente, como se quisesse que Edgar visse que ela tinha “seguido a vida”, mesmo que aquilo fosse a maior mentira da noite.
Olívia apertou o braço de Ísis.
— Fica de olho nela. — pediu. — Se ela tentar sair… interpreta qualquer personagem que você quiser, mas atrasa ela. Eu já volto.
Ela começou a caminhar, abrindo caminho pela multidão em direção à escada. Até que sentiu uma mão grande e pesada pousar em sua cintura de repente, puxando-a para trás com uma intimidade que não existia.
O corpo dela enrijeceu na hora.
— E aí, princesa… — a voz masculina surgiu colada ao ouvido, grossa, arrastada pelo álcool. — Onde você pensa que vai tão rápido assim?
O cheiro de bebida forte veio junto com o hálito quente. A mão apertando a cintura como se tivesse algum direito sobre aquilo.
Olívia virou o rosto, o olhar já carregado de nojo e