Alex caminhava ao lado de Ísis, acompanhando seu passo instável enquanto deixavam o tumulto da boate para trás. A luz fria do estacionamento iluminava o rosto dela, meio cansado, meio teimoso. Ele respirou fundo — era óbvio que ela estava mais bêbada do que queria admitir.
— Eu vou te levar pra casa. — disse, firme, porém calmo.
Ísis riu, aquela risada torta de quem já perdeu a linha faz tempo.
— Não precisa. — balançou a mão no ar, quase tropeçando no próprio pé. — Eu vou de Uber. E… eu nem te conheço, moço.
Alex ergueu uma sobrancelha, inclinando a cabeça de lado.
— Tem alguém pra ir com você? — perguntou.
Ela deu uma piscada lenta, tentando organizar os pensamentos.
— Meus amigos… já foram embora. — admitiu, fazendo uma careta. — Aqueles ingratos.
Alex soltou um suspiro, claramente achando aquilo óbvio demais.
— Sou o melhor amigo do seu chefe. — disse, com ironia leve. — E não vou deixar você, bêbada, entrar no carro de um desconhecido no meio da madrugada. A Olívia iria me matar