Lorena Azevedo
Voltar para casa nunca teve um significado tão grande quanto naquele dia.
Eu já tinha voltado para aquela pequena casa em Santa Teresa cansada, quebrada, chorando, tentando juntar os pedaços da mulher que Rafael Ventura tinha deixado para trás.
Mas dessa vez era diferente.
Eu voltava com a minha filha nos braços.
Vitória.
Minha menina.
Minha pequena prova de que, mesmo quando a vida parece despedaçar tudo, ainda existe algo capaz de nascer no meio do caos.
O cheiro de Santa Teres