Rafael Ventura
O dia ainda nem tinha começado direito e minha cabeça já estava três passos à frente.
A mochila com documentos estava aberta na cama, meu celular carregando, e eu separava a camisa que ia usar para viajar quando ouvi três batidas na porta.
Firmes.
Conhecidas.
— Posso entrar, Rafael?
A voz da minha mãe.
Suspirei e passei a mão pelo rosto.
— Entra, mãe,
Dona Ruth entrou com aquele jeito calmo dela, mas o olhar… o olhar dizia muita coisa.
Ela não precisava gritar pra me desmontar —