Rafael Ventura
Cheguei em casa, troquei de camisa, engoli um café preto e fui direto pra lida.
O dia tava quente, o trabalho puxado,
mas minha cabeça...
tava nela.
Na Lorena.
Na forma como ela gemeu meu nome de manhã.
No jeito que me olhou antes de descer do carro.
E porra, isso me desconcentrou o dia inteiro.
Entre um potro e outro,
meu celular vibrou.
Era o Elias.
Meu contato em São Paulo.
— Ventura, tem um comprador interessado naquele garanhão baio.
Um milionário do interior de SP