Rafael Ventura
Ela tava quebrada.
E pela primeira vez...
eu entendi o que era segurar alguém nos braços e sentir o coração da pessoa tremer.
Não de amor.
Mas de medo.
De culpa.
De vergonha.
Eu não podia consertar o passado.
Mas podia ficar.
E foi isso que eu fiz.
Levei ela até o quarto.
Ela mal falava.
Só soluçava baixo.
Com os olhos vermelhos e o corpo mole.
Tirei a manta do sofá, levei junto.
Deitei com ela.
Atravessei a madrugada com o peito aberto, com a mão acariciando o cabelo dela até o