Rafael Ventura
O silêncio que se seguiu à pergunta do juiz foi o mais denso da minha vida. Eu podia sentir o peso de cada par de olhos naquela sala. A minha direita, o Dr. Arnaldo estava imóvel, a respiração suspensa. À minha frente, o juiz aguardava a palavra que selaria o meu destino. E, no fundo da sala, o sorriso de hiena do Eduardo Soares brilhava na penumbra, um lembrete constante de que a vida da Lorena estava por um fio.
Por um segundo, a imagem dela me chamando, o cheiro do seu cabelo