HELOÍSA
Eu saí do quarto da Kitana fechando a porta com o máximo de cuidado, como se qualquer ruído pudesse desfazer a paz frágil que finalmente tinha se instalado naquela casa. Meu corpo ainda estava frio da chuva, a roupa grudando na pele, o cabelo úmido escorrendo pelas minhas costas, enquanto tentava me aquiescer com a toalha que ele havia me dado em volta dos meus ombros.
Luiz Fernando estacionou no corredor.
Assim que nossos olhos se encontraram, ele falou me encarando atentamente
— Você