LUIZ FERNANDO
O silêncio do meu escritório nunca pareceu tão barulhento.
Eu estava ali há horas — ou pelo menos parecia — com os cotovelos apoiados na mesa e os dedos pressionando as têmporas, como se isso fosse capaz de organizar o caos dentro da minha cabeça. Os papéis dos exames ainda estavam espalhados à minha frente, como uma sentença silenciosa que eu me recusava a encarar por muito tempo.
‘’Aneurisma grave com risco de ruptura e possibilidade de sequelas neurológicas ou morte.’’
O diagn