HELOÍSA
Eu me levantei devagar.
Minhas pernas ainda pareciam pesadas, como se cada passo exigisse mais esforço do que o normal. Não era cansaço físico… era emocional. Era como se tudo dentro de mim estivesse drenado, esvaziado, sem energia para mais nada.
Coloquei a xícara com cuidado sobre a mesinha de centro, prestando atenção no som suave da porcelana tocando o vidro, como se aquele pequeno gesto fosse uma forma de me manter ancorada no presente.
Respirei fundo.
— Eu… já vou indo.
Minha voz