LUIZ FERNANDO
Débora ficou me encarando por alguns segundos depois que eu disse que precisava falar com ela. O cenho dela continuava franzido, claramente tentando entender o que poderia ter acontecido para que eu estivesse ali tão cedo.
— Entre — disse por fim, abrindo mais a porta.
Eu entrei.
A casa era simples, mas organizada. Um cheiro suave de café recém-passado ainda pairava no ar. Débora fechou a porta atrás de mim e apontou para o sofá.
— Sente-se.
Balancei a cabeça.
— Prefiro ficar em