LUIZ FERNANDO
Eu nunca odiei tanto uma porta fechada quanto odiei aquela da emergência.
O corredor era branco em demasia me causando uma profunda angústia – como se fosse um presságio ruim de que eu perderia Heloísa. Tudo muito iluminado demais em contraste com um frio intenso. E, ainda assim, eu sentia calor. Um calor sufocante, que subia do peito para a garganta como se meu próprio corpo estivesse em combustão.
-Senhor, o senhor não pode entrar.
A enfermeira repetiu isso pela terceira vez.
E