Mundo de ficçãoIniciar sessãoMia Miller após viver uma traição se apaixona por seu cunhado que até pouco tempo ela nem sabia da existência, seu Ex-namorado não aceita o fim decidido a tomar tudo dela, enquanto ela descobre a que embora gêmeos idênticos não poderiam ser mais diferentes. — Você é muito melhor que ele. — murmurou Rick. Eu me afastei só o suficiente para olhar em seus olhos verdes estrelados. — Não sou, no momento que você entrou nessa barraca a única coisa que pensei foi em transar com você e me vingar do seu irmão.— desabei em seus braços, as palavras embora verdadeiras ao sair da minha boca deixaram um gosto amargo e irreal. Aquilo tudo não parecia real e nem algo que eu fizesse, porque eu não era assim. Rick me afastou o suficiente para olhar em meus olhos, seu olhar verde estava escuro. Me preparei o máximo que pude para o que viria, com toda a certeza ele expressaria seu repúdio por minhas intenções tão idiotas e infantis. Eu estava envergonhada, constrangida. Mal conseguia encara-lo nos olhos. — Sabe o que eu pensei quando entrei nessa barraca? — murmurou ele, sua voz rouca. Não respondi, apenas o olhei incapaz de dizer algo mais, só tentava parar de chorar. — Eu pensei no quanto você é linda. — revelou
Ler maisEsperei que as luzes se apagassem, retida em minha cama, esperei enrolada em meu edredom, atenta à penumbra do corredor.
Já se passou, das nove da noite, meus pais deviam ter finalizado o vinho que tomam, sempre após o jantar. Alguns minutos depois eu pulei da cama para ver as luzes finalmente apagadas, coloquei minhas botas e meu casaco, meu coração batia acelerado em antecipação com a noite, não era todo dia que se perdia a virgindade. Esperei alguns minutos antes de descer para o quarto, fui sorrateiramente amarrada à porta e quando tentei virar o dedo vi que estava trancada. Mas isso não me impediria de escapar, esta noite era inegável. Coloquei minha própria cópia da chave e virei a maçaneta, abri a porta com todo o cuidado para não fazer barulho e quando me vi na beira da rua meu coração ficou eufórico, pulou descompassado, quando vi o sedã preto estacionado do outro lado da estrada. de Scott. Atravessei a rua com as mãos tremendo de empolgação, ele destravou as portas e eu entrei. O carro estava ligado e imediatamente senti um cheiro de perfume, ou melhor, uma ausência de perfume. Scott sempre amou usar um sabonete de ervas finas, não gosto desse perfume porque eu adorava o cheiro natural que vinha dele. Olhei para seus olhos verde-claros e seu sorriso radiante, seu cabelo castanho estava pontilhado e ele estava vestindo uma camisa azul escura e jeans. Ele havia aumentado de massa muscular nos últimos meses para uma luta, então quando ele me puxou para um abraço fui completamente engolida por seus braços enormes, o calor que emanava do corpo dele era gostoso. — Sinto muito amor, você já está esperando aqui há duas horas. Ele segurou em meu rosto e pareceu analisar cada detalhe dele. — É uma noite especial Mia, eu iria ficar aqui muito mais do que duas horas se fosse necessário. — revelou. Meu coração acelerou quando ele disse isso, e uma parte de mim, teve medo. Eu tinha prometido-lhe. Já se arrastava por anos essa promessa. Como se alguma nuvem negra pairasse sobre eu entregando meus pensamentos covardes, ele perguntou se afastando, suas mãos voltando ao volante e seu olhar em mim era um tanto frio. — Não me diga que desistiu? — embora ele não estivesse gritando o seu tom impaciente e frustrado eram facilmente perceptível. — Vou perder a virgindade hoje, com você. — afirmei. Ele sorriu parecendo ter ganhado na loteria e se inclinou e senti o doce sabor do seu beijo. Infelizmente o beijo acabou cedo demais. — A noite vai ser ótima, amor. — prometeu ele e ligou o carro. Alguns minutos depois chegamos na residência Harper, uma das casas mais antigas do bairro, a casa era do século dezoito e apesar de algumas reformas ainda mantinham seu esplendor de outro tempo. Scott vinha de uma família tradicional que no passado eram duques e lordes da cidade Bennet bey, a residência era um dos inúmeros imóveis construídos pelos Harpers ao longo dos anos. E hoje a casa era só nossa! Quando entramos Scott se apressou em acender a lareira, era início de inverno. Eu me sentei no sofá enquanto ele fazia isso e vi o vinho na mesa, estava posto com duas taças ao lado. Servi as duas taças, mas antes que pudesse beber Scott me puxou pela cintura e me beijou, segurei em seu cabelo enquanto ele me beijava e suas mãos percorreram meu corpo. Senti meu corpo estranho, uma excitação e empolgação tudo junto, o frio na barriga e o medo eram inevitáveis, mas afastei esses pensamentos e me concentrei no que eu queria. Eu queria ele. Scott tirou minha blusa, eu não havia colocado sutiã, queria facilitar para ele. Seu olhar recaiu sobre meus seios e eu desejei naquele momento intensamente que eles fossem maiores. Mas mesmo esse não sendo o caso ele se inclinou e os beijou e acariciou por longos minutos, me empurrou gentilmente para deitar e continuou com seus beijos, sugando meus mamilos, suas mãos grandes me acariciando. Ele se levantou dando uma pausa nas carícias para tirar a camisa. Eu me sentei sem blusa e tirei as botas e a calça enquanto ele abaixava sua própria calça. Encarei ele completamente nu na minha frente e soube que não poderia retroceder, e nem queria fazer isso. Seu corpo musculoso brilhava a luz da lareira, parecia um deus grego de tão lindo que estava. Ele sorriu para mim e estendeu a mão. Encarei confusa, o que ele queria que eu fizesse? Então quando percebi ele estava me levantando e me deitando em um colchão improvisado no chão. — Porque não vamos pro seu quarto Scott? — No meu quarto não tem lareira, supus que você fosse achar romântico, como nos filmes que você vê. — respondeu. Aquilo me surpreendeu, não sabia que ele reparava nos filmes que eu assistia nem tampouco se lembrava das cenas românticas que eu mais gostava. Eu sorri satisfeita com seu gesto romântico e o envolvi com meus braços, ele me beijou e foi lentamente descendo até paralisar em uma das minhas coxas. O que será que houve? Eu havia me depilado muito bem, tinha até pagado por isso! Será que ele estava me achando feia lá? — Droga! Merda! Merda! — exclamou ele e eu imediatamente me sentei e puxei o lençol sobre mim, encarei sem saber o que dizer. — Você por acaso tem camisinha? — perguntou ele me fazendo relaxar imediatamente, então esse era o caso. Não tinha nada a ver comigo. — Não. — respondi. Ele respirou fundo frustrado e se levantou colocando a calça, jeans e os sapatos. — Ei onde você vai? — questionei. Ele terminou de colocar a camisa e se aproximou me dando um rápido beijo nos lábios. — Fica quietinha aqui, vou comprar camisinha. — disse e saiu apressado segurando as chaves do carro. Fiquei deitada enrolada no lençol pensando em tudo que aconteceria a partir daqui, eu perderia a virgindade finalmente. E com o Scott. Namoramos a dois anos, agora que finalmente terminamos o ensino médio estamos nos preparando para a faculdade, os pais dele querem que ele curse direito, mas ele ama o boxe e está tentando carreira nisso, não sei como seus pais vão reagir quando souberem que ele não vai fazer direito. Nosso plano é morar juntos enquanto eu curso a faculdade e ele trabalha meio período e se dedica ao boxe. Me levantei enrolada no lençol e peguei o vinho virando de uma vez. Meu coração bateu acelerado de novo quando depois de alguns minutos ouvi um carro estacionando. Olhei para minhas mãos que seguravam o lençol envolta do meu corpo e decidi tirar. Me levantei esperando ele destrancar a porta. Quando a porta foi aberta, Scott entrou e quando seu olhar cruzou com o meu empalideceu um pouco. — Pensei que fosse demorar mais. — disse e caminhei até ele, envolvi meus braços no seu pescoço e o puxei para mim, seu olhar ainda parecia estranho, diria que chocado. Ele olhava para meu rosto e meus seios, quase parecendo nunca os ter visto antes. Estranhei o fato de eu estar tão próxima dele e ele não me tocar. — Porque está tão calado? Então ele fez algo surpreendente, segurou em meus braços e me afastou, embora delicadamente pareceu muito rude para mim. Caminhou para a sala e começou a olhar tudo em volta, seu olhar se prendeu no vinho e nas taças. — Não sei quem planejou isso ou pagou você, mas eu não estou afim, não que você seja feia, você é bonita. — Aquilo soou extremamente ofensivo, senti um nó se formar em minha garganta e imediatamente me cobri com o lençol de antes. Ele continuou a me encarar, parecendo incomodado. — Por acaso você se drogou no caminho da farmácia? Porque está falando essas coisas? — perguntei com a raiva quase me dominando. — Não quis ofender você, só não curto prostitutas, nunca me deitaria com uma mulher que não me deseja. — anunciou e encheu uma taça de vinho. Encarei-o completamente chocada, e sobretudo possessa. — Você acabou de me chamar de PROSTITUTA?! Comecei a jogar pequenos objetos na direção dele, enquanto ele se esquivava de todos e só então quando ele levantou as mãos me pedindo para parar eu notei uma marca de nascença em seu pulso direito, uma mancha arredondada. Parei de jogar os objetos e olhei para suas roupas, uma camiseta preta e jeans preto, roupas completamente diferentes das quais ele saiu. E ainda trazia uma mochila nas costas. — Que roupas são essas? O que você está vestindo Scott? Ele ficou perturbado e me encarou, parecendo surpreso. — Eu não sou o Scott. - Ele respondeu naquele momento para a porta aberta e Scott entrou agitando uma caixa de camisinhas. — Achei as camisinhas. — Anunciou no segundo em que entrou. Olhei para os dois homens na sala, praticamente idênticos e eu dei um grito. Bem alto.Eu estava na varanda vendo pai e filho brincarem nos campos, algumas semanas haviam se passado desde que Rick acordou, ele permaneceu alguns dias em observação no hospital, fazendo inúmeros exames de todos os tipos, afinal ele havia acordado de um coma de cinco anos sem sequelas aparentes, os médicos estavam impressionados, seus avós estavam radiantes por ter o neto de volta, todos os dias estavam sendo como uma festa pela volta dele, aos poucos fomos contando a ele tudo que havia acontecido com sua família durante esses anos, seu pai assassino sentenciado a perpétua, sua mãe que trocou de nome e foi para outro país com um homem, e seu irmão que havia se matado na prisão, eu lhe contei sobre a carta que ele me deixou, cada palavra que ele havia dito nela, ele apenas assentiu e nesses primeiros dias mesmo que ele dissesse estar feliz conosco eu sabia que ele estava triste por todas essas coisas mas não o pressionei para me contar n
CINCO ANOS SE PASSARAM DESDE AQUELE TIRO NO HOTEL...Eu olhei para o menino correndo pelo campo, ele sorria e pulava brincando com seu cachorro, seus cabelos castanhos voavam ao vento, ele olhou para mim e seus olhos verdes cintilaram ao sol exatamente como os do pai dele costumava fazer no passado, seus olhos eram um lembrete constante de Rick.— Mãe olha para mim! olha! — ele gritou com sua voz infantil, então começou a dar piruetas no ar, o cachorro caramelo ao seu redor pulando contente.Eu sorri e acenei da varanda para ele, hoje era seu aniversário de cinco anos.— Estou vendo meu amor, você é incrível!— gritei de vo
Eu já estava com seis meses de gravidez quando os avós do Rick me ofereceram a fazenda para morar com eles, olhei para a casa onde nasci e cresci, mas também onde inúmeras mentiras foram contadas e resolvi deixar tudo para trás, eu não tinha trabalho nem dinheiro para mantê-la, e mesmo se tivesse não queria, foi nessa casa onde perdi minha mãe brutalmente assassinada, nessa casa onde mandei o amor da minha vida embora, onde meu pai teve um AVC, onde todas as minhas tristezas aconteceram...Dei uma ultima olhada e entrei no carro dos Harpers mais velhos que estavam contentes de eu ter aceitado, no carro da frente estava a Sra. Lockwood com meu pai, mesmo depois de eu ter dito que não poderia pagar mais seu salário ela se recusava a nos deixar, havia meses que eu não a pagava.
Os dias seguiram foram estranhos, o estado de Rick não mudou.Ele continuou em coma, seus avós foram avisados e finalmente eu os conheci, eram pessoas maravilhosas que realmente amavam o neto, eu lhes contei minha história, toda ela.Mas eles já me conheciam, porque Rick falou de mim.A Vovó Harper eram uma Sra. muito bonita para a idade e vi de onde veio os olhos verdes dos Harper, a semelhança quase me fez chorar, seus olhos eram calorosos e compreensíveis, seu nome era Amélia, seu marido se chamava Sam, e era igualmente amável, vi muitas características de Rick vindas dele, ele era firme e ao mesmo tempo amável, não falou nenhuma vez com o filho quando o viu no hospital.
Quando Scott sacou sua arma Ward que eu nem tinha notado entre os convidados sacou a sua também, porém ele não teve tempo de ordenar que Scott abaixasse sua arma, porque o canalha disparou, Rick me protegeu com seu próprio corpo me cobrindo, nós dois caímos ao chão e Ward disparou contra Scott, que levou um tiro no peito e caiu ao chão.Rick foi baleado na perna e sangrava profusamente, seu sangue por todo o chão e meu vestido, eu coloquei sua cabeça em meu colo e comecei a chorar e gritar por uma ambulância.Um sangue vermelho vivo.— Por favor Ward! Rick está ferido! socorro! por favor! socorro!Eu gritava entre choros e soluços descontrolados, Ward imediatamente veio até nós e pediu uma ambulância pelo r
Eu me olhei no enorme espelho sobre a parede.Eu parecia outra pessoa.O longo vestido branco se destacava por conta própria, ele exibia um decote em formato de coração, descendo até minha cintura havia uma fita cinza brilhante que marcava a curva da cintura, abaixo ele se alongava cheio por todos os lados, reluzindo como se fosse cravejado de pedras preciosas, e talvez fosse, Scott gostava de coisas caras.Meu rosto estava com uma maquiagem impecável, feita por uma maquiadora muito famosa na região, meu reflexo no espelho estava deslumbrante, meu cabelo havia sido escovado e hidratado, com um penteado que prendia parte dele a cima com um prendedor em formato de coração com um brilhante em incrustado, e a outra parte dele caía como ondas até minha cintura, sedoso
Último capítulo