AMÉLIA
A luz do sol da manhã passava pelas cortinas da pequena cozinha de Liliana, criando padrões suaves de luz no chão de azulejos.
Sentadas à mesa, Liliana e eu tomávamos café da manhã.
— Como dormiu, Amélia? — Liliana perguntou com um sorriso afetuoso, enquanto mexia sua xícara de café com leite.
Aconchegada na cadeira, agradeci com um aceno de cabeça, sentindo o calor reconfortante da bebida nas minhas mãos trêmulas. A noite anterior ainda pairava sobre mim, as palavras da minha mãe ecoan