Mundo ficciónIniciar sesiónA luz da manhã vazava pelas persianas como linhas finas de um ringue: claras, paralelas, silenciosas. Júlia despertou primeiro, o corpo encaixado no braço de Santino, a fita no supercílio puxando de leve quando ela mexeu o rosto. Ele não se moveu — vigia em repouso.
— Tô aqui — ela disse, quase sem voz.
Os olhos dele abriram devagar. Ela levou a ponta dos dedos à boca dele.
— Não diga nada.
Ele obedeceu. Nada de promessas, nada de alívio barulhento. Apenas o toque.







