Mundo de ficçãoIniciar sessãoJúlia abriu a porta de casa com a chave que sempre range no terceiro giro e entrou num silêncio de apartamento que conhece a rotina dos seus passos. Largou o blazer no encosto da cadeira, desacelerou os ombros, respirou como quem tira os sapatos por dentro. O relógio da cozinha marcava 22h47. No balcão, vapor de chá de camomila; na panela, um restinho de caldo aquecido. E, sentada à mesa com as pernas cruzadas em posição impossível, Luísa, de moletom e cabelos presos num coque torto, como sem







