O telefone de Júlia vibrou às duas e meia da manhã. Ela despertou num sobressalto, os olhos ainda embaçados pela luz fraca do abajur. Viu o nome de Santino na tela. O coração acelerou.
— Santino?
— Júlia… arrombaram minha casa. Eu acabei de chegar. A porta tá escancarada, tem coisa revirada, mas não sei se roubaram algo. Não consegui entrar. Eu... eu só pensei em te ligar.
A voz dele, normalmente carregada de deboche ou arrogância, agora soava crua, vulnerável.
— Não entra. Me escuta: sai daí a