Mundo de ficçãoIniciar sessãoO silêncio da rua contrastava com o barulho incessante dentro da cabeça de Júlia. Eram quase nove da noite quando ela deixou o escritório. A noite estava fria, o vento assoviava entre os prédios e cada passo ecoava mais do que o normal. Ela apertou o casaco contra o corpo e ajeitou a alça da bolsa no ombro.
Não era paranoica. Ou melhor, tinha aprendido a não parecer paranoica — o que não era o mesmo que baixar a guarda







