Alguns dias depois, Dorian me convidou para jantar.
Não na mansão. Não com a família.
Apenas nós dois.
Ele me buscou às sete, vestindo roupas casuais mas elegantes.
— Para onde vamos? — Perguntei, entrando no carro.
— Você vai ver.
Dirigimos por quase uma hora até chegarmos a uma cidade vizinha.
Parou em frente a um restaurante pequeno, aconchegante, com luzes quentes e música suave tocando.
— É perfeito. — sussurrei.
— Espero que sim. — Ele abriu a porta para mim.
Jantamos — ou melhor, *eu* jantei enquanto ele fingia empurrar comida no prato.
Conversamos. Rimos. Simplesmente... *fomos*.
Sem preocupações. Sem perigos. Só nós.
Quando terminamos, ele me levou para um mirante com vista para a cidade iluminada.
— Obrigada. — Disse, encostando nele. — Por essa noite.
— Obrigado *você*. — Ele beijou meu cabelo. — Por me fazer sentir... normal. Mesmo não sendo.
Olhei para cima, encontrando seus olhos azuis.
— Dorian... eu acho que estou me apaixonando por você.
Ele congelou.
— Você... o quê?