A conversa continuou por mais uma hora. Eles explicaram mais detalhes — sobre os poderes que eu poderia ter, sobre como reconhecer vampiros renegados, sobre como me proteger.
Quando finalmente terminamos, minha cabeça estava explodindo.
— Ayla, você deveria descansar. — Lucian se levantou. — Foi muita informação para processar numa noite.
— Eu... sim. — Me levantei, as pernas bambas. — Obrigada. Por tudo. Por me contarem.
— Kai, pode levá-la para casa? — Elara pediu.
— Claro.
Nos despedimos e saímos para o carro.
O caminho de volta foi silencioso. Eu olhava pela janela, ainda processando.
*Meu pai era um anjo. Minha mãe morreu me protegendo. Kai me salvou. Eu sou metade anjo.*
*Minha vida inteira foi uma mentira.*
Quando chegamos em casa, Kai estacionou mas não desligou o motor imediatamente.
— Ayla...
— Estou bem. — Menti. — Só... cansada.
— Eu sei que é muito. — Ele se virou para me olhar. — Mas você não está sozinha nisso.
— Eu sei.
Abri a porta e desci. Kai desceu também.
— Deixa