Eu não conseguia parar de pensar.
Durante o resto da tarde, cada vez que via Dorian — ou qualquer membro da família Valecliff — a cena se repetia na minha mente.
*A velocidade. A força. A facilidade.*
Tentei racionalizar. Procurar explicações lógicas.
Mas nenhuma fazia sentido.
Quando finalmente saí da empresa às oito da noite, minha cabeça estava explodindo.
Entrei no carro, mas não liguei o motor imediatamente. Apenas fiquei ali sentada, processando.
*Tem algo de errado. Algo que eles estão escondendo.*
Uma batida na janela me fez pular.
Kai.
Abri a porta, descendo.
— Você me assustou!
— Foi mal. — Mas ele não parecia arrependido. Parecia... preocupada. — Você está bem?
— Estou. Por quê?
Ele hesitou, estudando meu rosto.
— Você parece... perturbada.
*Porque estou.*
— Só cansada. — Menti. — Foi um dia longo.
Kai não pareceu convencido, mas não insistiu.
— Quer que eu te acompanhe até em casa? Está escuro.
— Não precisa. Eu—
— Vai, por favor. — Ele segurou meu braço gentilmente. — Dei