Aurora
Conversamos por horas, tempo suficiente para que a realidade começasse a se acomodar dentro de mim, ainda que de forma instável, como algo novo demais para ser completamente compreendido. A casa onde eles ficariam era próxima à nossa, praticamente na mesma rua, e isso tornava tudo mais intenso, porque deixava de ser algo distante e passava a fazer parte da minha rotina de verdade. Ainda era estranho organizar aquilo na minha cabeça, principalmente a forma como eu ainda pensava em “eles”