Irina
Assim que as portas do elevador se fecharam, eu já não consegui mais sustentar o controle que vinha forçando desde que saímos da clínica. As lágrimas começaram a cair sem permissão, silenciosas no início, depois constantes, como se tudo o que eu estava tentando segurar tivesse finalmente encontrado uma saída. Apoiei a mão no espelho lateral do elevador, respirando fundo, tentando me recompor, mas era inútil. Ares permaneceu em silêncio ao meu lado, imóvel, distante, como se aquilo não t