Irina
Cada segundo que eu permanecia sentada naquela sala, sem o meu filho nos braços, parecia uma tortura lenta, como se o tempo tivesse decidido se arrastar apenas para me obrigar a reviver o que tinha acontecido. A dor física estava ali, constante, a costela pulsando a cada respiração, o corpo inteiro reagindo ao impacto, mas nada daquilo se comparava ao que crescia dentro de mim. Era raiva. Uma raiva densa, sufocante, que não diminuía, que não encontrava saída. Ares podia sair atrás deles,