Virna
— E, bem aqui fica o seu quarto.
A voz animada de Giovanna arranca um sorriso bobo dos meus lábios. É um avanço. Penso, enquanto conto os meus passos receosos dentro do cômodo. As pontas dos meus dedos tateiam os móveis, enquanto o meu cérebro cria um mapa de cada canto dessa casa – minha casa. Minha independência, embora o meu inseguro pai seja do contra.
— Então, o que achou? — A voz rígida de Andreas Castellini invade os meus ouvidos.
Eu sei. Ele espera que eu diga que não estou pronta para dar esse passo. E eu não estou. Na verdade, estou com medo. Morar sozinha se tornou o meu sonho desde que completei a maior idade, mas fui subjugada a continuar na mansão Castellini sob os cuidados de minha avó materna até terminar a faculdade. E aqui estou eu lutando contra todos os meus medos para ter um pouco de mim.
— Eu amei!
Sério. É um exagero uma casa tão grande para uma só pessoa e ainda com deficiência visual. No mínimo irei usar apenas alguns cômodos, mas eles não precisam saber