A CASA QUE RESPIRA BAIXO
Quando atravesso o portão de ferro, sinto o ar mudar.
A mansão diante de mim não parece simplesmente grande, parece cheia de memórias que respiram devagar, como se cada parede guardasse o cuidado de não fazer barulho.
É um silêncio tão espesso que quase posso tocá-lo com a ponta dos dedos.
Arthur caminha alguns passos à frente, mas não me oferece a mão.
Ele não oferece nada, nem aproximação, nem afastamento. Apenas segue, como quem guia alguém por obrigação, não por