O estacionamento era baixo, mal iluminado, cheirando a concreto úmido e decisões mal tomadas. Arthur estacionou o carro devagar, como se qualquer movimento brusco pudesse piorar o que já estava insuportável. O celular vibrou no painel.
Laura: Desce. Sozinho.
Ele respirou fundo antes de sair, o som da porta se fechando ecoou demais naquele espaço vazio. Laura já o esperava. Ela estava impecável, como sempre. Casaco claro, postura ereta, expressão controlada. Quem a visse ali jamais imaginaria qu